O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, descreve que a qualidade dos artefatos de cimento não resulta de um único fator isolado, mas de um conjunto articulado de processos que se influenciam mutuamente ao longo de toda a cadeia produtiva. Em um contexto marcado por exigências técnicas crescentes e maior rigor nas normas de desempenho da construção civil, fabricantes que não adotam sistemas estruturados de controle de qualidade tendem a produzir componentes com variabilidade elevada, comprometendo tanto a segurança das obras quanto a competitividade comercial de seus produtos. Entender como esse controle funciona na prática é essencial para quem atua no setor.
O ponto de partida de qualquer sistema de qualidade em uma fábrica de artefatos de cimento é o controle das matérias-primas. Cimento, agregados, água e aditivos precisam atender a especificações técnicas definidas antes de serem incorporados ao processo produtivo. Variações na granulometria dos agregados, na resistência do cimento ou na proporção de água na mistura afetam diretamente a resistência à compressão e a regularidade dimensional dos blocos, pisos e painéis produzidos, tornando o controle de entrada dos insumos uma etapa não negociável no processo de fabricação.
O papel do traço e da vibroprensagem no resultado final
A definição do traço de concreto adequado para cada tipo de artefato é uma das decisões técnicas mais relevantes dentro de uma fábrica. Conforme analisa o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, o traço precisa ser desenvolvido e validado por meio de ensaios laboratoriais que verifiquem a resistência à compressão, a absorção de água e a durabilidade do produto em condições reais de uso. Um traço mal calibrado pode resultar em blocos que aparentam integridade visual, mas apresentam resistência inferior ao especificado, gerando riscos que só se manifestam sob carregamento em obra.
O processo de vibroprensagem, por sua vez, é responsável pela compactação e pela conformação geométrica dos artefatos. A regulagem correta da frequência e da amplitude de vibração da prensa, aliada ao tempo adequado de compactação, é determinante para a densidade e a homogeneidade do produto final. Máquinas desreguladas ou operadas por pessoal sem treinamento adequado produzem peças com variações dimensionais e de resistência que comprometem o desempenho do lote inteiro.

Cura, ensaios e rastreabilidade dos lotes
Após a prensagem, os artefatos de cimento precisam passar por um período de cura controlada, durante o qual o concreto desenvolve a resistência prevista no traço. Na concepção do Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, a cura úmida por tempo adequado, em ambiente protegido de variações bruscas de temperatura e exposição direta ao sol, é uma prática que impacta significativamente a resistência final do produto. Fabricantes que negligenciam essa etapa por pressão de produção frequentemente colocam no mercado artefatos que não atingem os valores de resistência especificados nas normas técnicas aplicáveis.
Os ensaios laboratoriais de controle, realizados periodicamente sobre amostras representativas de cada lote produzido, são o instrumento que permite ao fabricante verificar se o processo está sob controle e se os produtos atendem às exigências normativas. A rastreabilidade dos lotes, com registro dos resultados de ensaio e das condições de produção, facilita a identificação de não conformidades, a tomada de ações corretivas e a demonstração de qualidade perante clientes e fiscais de obra.
Certificação e posicionamento competitivo
A certificação de produtos por organismos acreditados representa o reconhecimento formal de que os processos de fabricação atendem a padrões técnicos estabelecidos. Segundo a avaliação do Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, fabricantes certificados conquistam maior credibilidade junto a construtoras, incorporadoras e órgãos públicos, especialmente em obras que exigem comprovação documental da qualidade dos materiais empregados. A certificação deixou de ser um diferencial de mercado para se tornar uma exigência crescente em processos licitatórios e contratações de maior porte.
O conjunto desses elementos indica que a gestão de qualidade em uma fábrica de artefatos de cimento é um processo técnico, sistemático e contínuo, que exige investimento em equipamentos, capacitação de pessoal e cultura organizacional voltada para a melhoria permanente.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
