Como observa Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a gigante canadense Enbridge comunicou oficialmente que manterá a operação do oleoduto Linha 5 sob o Estreito de Mackinac, apesar do prazo estipulado pela governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, para o fechamento da unidade. A disputa jurídica se intensificou após a revogação da servidão de passagem pelo estado. Em resposta, a companhia alegou que o governo local carece de autoridade para rescindir um acordo de 67 anos sem a comprovação de uma violação técnica existente que justifique tal medida extrema.
Qual a base técnica para a manutenção da Linha 5?
A Enbridge sustenta que a decisão estadual ignora evidências científicas e se baseia em dados imprecisos. A intenção da operadora é manter o fluxo de hidrocarbonetos até que a nova tubulação, instalada em um túnel de proteção, seja concluída. Para garantir essa transição segura, a empresa aguarda licenças do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos. A defesa da companhia afirma que a ordem de paralisação viola a Constituição norte-americana e que agências federais reguladoras, como a PHMSA, consideram o duto atual plenamente apto para operação.
Por outro lado, o Departamento de Recursos Naturais de Michigan (DNR) afirma que a presença da Linha 5 representa uma ameaça ao meio ambiente e à economia regional. As autoridades estaduais acusam a Enbridge de um histórico de descumprimento dos termos de servidão. Para o diretor do DNR, Dan Eichinger, a empresa não pode decidir unilateralmente quais leis deve seguir, e o estado está preparado para levar o caso aos tribunais federais. Paulo Roberto Gomes Fernandes explica que o impasse coloca em xeque a integridade de uma malha de 840 quilômetros que atravessa pontos sensíveis do Lago Michigan.
De que forma a tecnologia brasileira entra no projeto?
Como solução definitiva para o conflito, a Enbridge desenvolve o projeto de um túnel sob o estreito para abrigar um novo gasoduto substituto. Neste túnel de aproximadamente oito quilômetros, está previsto o lançamento de duas linhas utilizando a tecnologia patenteada da Liderroll. A expertise brasileira em ambientes confinados foi escolhida por oferecer o método mais eficiente e seguro de suportação, minimizando riscos de atrito e garantindo a durabilidade da infraestrutura em um dos ecossistemas mais protegidos do mundo.
O encerramento da Linha 5 geraria impactos imediatos no fornecimento de propano para aquecimento residencial e suporte à infraestrutura de refino em Ohio, Ontário e Quebec. Paulo Roberto Gomes Fernandes ressalta que funcionários canadenses criticaram a medida, temendo o desabastecimento. Embora oponentes argumentem que o risco de derramamento na conexão entre os lagos Michigan e Huron seja inaceitável, defensores da linha alertam que a alternativa logística (o transporte por milhares de caminhões) seria ambientalmente mais agressiva e economicamente inviável para a região.

Como a política de Washington influencia o setor?
A disputa ocorre em um momento de transição política nos Estados Unidos, com a chegada de Pete Buttigieg ao Departamento de Transporte. Paulo Roberto Gomes Fernandes aponta a possibilidade de mudanças na postura federal sobre o caso. Ademais, a descoberta de possíveis artefatos culturais pré-históricos na rota do túnel estendeu a revisão dos pedidos de permissão, adicionando uma camada de complexidade arqueológica e tribal ao licenciamento ambiental que a Enbridge busca obter para iniciar as obras.
Para o executivo, a solução para crises de infraestrutura deste porte reside na aplicação de tecnologias que garantam a integridade dos ativos a longo prazo. A construção do túnel, equipada com os suportes especiais da Liderroll, elimina os riscos apontados pelos críticos ao isolar completamente o duto do contato com a água do lago. Essa abordagem técnica transforma um problema de segurança em um modelo de modernização industrial, alinhando a necessidade de suprimento energético com os mais rigorosos padrões de proteção ambiental exigidos pela sociedade moderna.
Qual é a perspectiva para a Liderroll no cenário internacional?
A consolidação de tecnologias brasileiras em projetos de relevância global, como o da Linha 5, reforça a posição da engenharia nacional no mercado externo. Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, resume que a inovação constante é a única forma de superar resistências regulatórias e garantir o desenvolvimento sustentável. Portanto, o futuro da Liderroll em 2026 está intrinsecamente ligado à sua capacidade de oferecer soluções que conciliam eficiência operacional com responsabilidade civil, provando que o Brasil é exportador de conhecimento de ponta para o setor de óleo e gás.
Autor: Aleksandr Ivanov
