O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos será o primeiro do Brasil a receber diretrizes específicas para a implantação de um sistema antidrones. A medida foi divulgada pelo Ministério de Portos e Aeroportos em 11 de setembro de 2026 e prevê mecanismos para detectar, monitorar, mitigar e neutralizar aeronaves não tripuladas que possam representar risco às operações aeroportuárias.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a escolha de Guarulhos está relacionada à importância do aeroporto para a malha aérea nacional e ao histórico de ocorrências envolvendo drones nas proximidades do terminal. A iniciativa ainda está na etapa de definição das condições para implantação, e não há confirmação de que o equipamento já esteja instalado ou em funcionamento.
Como deverá funcionar o sistema antidrones
As diretrizes estabelecem que o sistema deverá reunir recursos de detecção, acompanhamento e resposta diante da presença de drones em áreas próximas ao aeroporto. O objetivo é permitir que uma eventual aeronave não tripulada seja identificada e monitorada, além de possibilitar medidas de mitigação ou neutralização quando houver risco para a segurança das operações.
Em um aeroporto de grande movimentação, a circulação não autorizada de drones pode representar uma ameaça para pousos, decolagens e demais procedimentos realizados no espaço aéreo protegido. Por isso, a proposta deverá ser integrada aos protocolos de segurança e controle já adotados pelas autoridades responsáveis pelo funcionamento do terminal.
A implantação será conduzida pela concessionária responsável pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, seguindo requisitos técnicos e de segurança definidos pelos órgãos competentes. Os equipamentos utilizados no projeto precisarão ser homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, antes de serem empregados.
Órgãos públicos participarão da implantação
A iniciativa prevê atuação coordenada de diferentes instituições. A Agência Nacional de Aviação Civil, a Polícia Federal, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, a Receita Federal e a Anatel deverão participar das discussões e dos procedimentos relacionados ao sistema antidrones em Guarulhos.
O Decea terá participação na definição das áreas de proteção e dos procedimentos para uma eventual suspensão e posterior retomada das operações aéreas. Essa coordenação é necessária porque qualquer resposta à presença de drones precisa considerar tanto a segurança do aeroporto quanto o controle do espaço aéreo na região metropolitana de São Paulo.
A medida foi encaminhada à Anac, conforme a informação oficial divulgada pelo ministério. A partir das diretrizes, deverão ser detalhados os requisitos técnicos, os fluxos de comunicação e as responsabilidades de cada órgão e da concessionária que administra o aeroporto.
Por que Guarulhos foi escolhido
O Aeroporto Internacional de Guarulhos tem papel estratégico na aviação brasileira. O complexo conecta a cidade de Guarulhos a diferentes destinos nacionais e internacionais e influencia a rotina de passageiros, trabalhadores, empresas de logística e negócios instalados na região. Uma interrupção ou alteração nas operações pode produzir efeitos além dos limites do terminal.
De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, o histórico de ocorrências envolvendo drones nas proximidades do aeroporto também pesou na escolha. A implantação no terminal de Guarulhos poderá servir como referência para a adoção de medidas semelhantes em outros aeroportos brasileiros, embora a informação oficial consultada não apresente um cronograma nacional para essa expansão.
Para os moradores de Guarulhos, a iniciativa está relacionada à segurança operacional de uma das principais estruturas da cidade. O projeto não muda, neste momento, as regras gerais de circulação de drones, mas estabelece o caminho para que o aeroporto disponha de ferramentas específicas de identificação e resposta em áreas consideradas sensíveis.
Projeto ainda não tem prazo nem custo divulgados
Até a atualização mais recente da fonte oficial, em 23 de setembro de 2026, não haviam sido divulgados o cronograma detalhado de instalação, o custo do projeto ou a data de início da operação do sistema. Também não foi informado quando os equipamentos estarão disponíveis para uso no aeroporto.
A próxima etapa depende da definição dos requisitos técnicos, da homologação dos equipamentos pela Anatel e da organização dos procedimentos entre a concessionária e os órgãos públicos envolvidos. Portanto, a informação confirmada até agora é a criação das diretrizes para implantação, e não a conclusão do sistema.
O avanço do projeto deverá ser acompanhado pelos usuários do aeroporto e pela população de Guarulhos, especialmente porque a estrutura tem impacto direto na mobilidade e na economia local. Novas informações sobre prazo, custos, contratação e início da operação ainda deverão ser divulgadas pelas autoridades responsáveis.
