Oluwatosin Tolulope Ajidahun ressalta que a infertilidade secundária masculina, embora menos discutida do que a feminina, é uma realidade que afeta diversos casais. O termo refere-se à dificuldade de conceber novamente após já ter tido um filho anteriormente, um quadro que costuma gerar surpresa e até frustração, já que muitos acreditam que a paternidade bem-sucedida no passado garante a fertilidade no futuro. Compreender as causas pouco conhecidas e as alternativas médicas atuais é essencial para lidar com esse desafio.
O que caracteriza a infertilidade secundária masculina
A infertilidade secundária é definida pela incapacidade de gerar uma nova gestação após um ano de tentativas regulares, sem uso de contraceptivos, em homens que já tiveram filhos anteriormente. Tosyn Lopes observa que esse quadro é multifatorial e pode estar associado tanto a alterações adquiridas ao longo do tempo quanto ao envelhecimento natural do organismo.
Entre as causas mais comuns estão a diminuição progressiva da qualidade espermática, alterações hormonais e complicações decorrentes de doenças crônicas. Entretanto, existem fatores menos evidentes que também desempenham papel relevante e que muitas vezes passam despercebidos no diagnóstico inicial.

Causas pouco conhecidas que afetam a fertilidade
Conforme aponta Oluwatosin Tolulope Ajidahun, algumas condições pouco reconhecidas podem comprometer a fertilidade de homens que já foram pais. Infecções genitais recorrentes, por exemplo, podem gerar inflamações silenciosas que afetam a produção e a mobilidade dos espermatozoides. Doenças autoimunes, ainda pouco investigadas nesse contexto, podem levar à produção de anticorpos que atacam os gametas.
Outro ponto relevante é o impacto de fatores ambientais e ocupacionais. A exposição prolongada a pesticidas, metais pesados e calor excessivo em determinadas profissões pode reduzir significativamente a qualidade seminal. Tosyn Lopes acrescenta que até mesmo alterações no estilo de vida, como ganho de peso, tabagismo e consumo elevado de álcool, influenciam diretamente na fertilidade, mesmo em homens que anteriormente não tiveram dificuldades para conceber.
Diagnóstico e estratégias clínicas
O diagnóstico da infertilidade secundária masculina exige uma avaliação detalhada que vá além do espermograma tradicional. Exames hormonais, testes de fragmentação do DNA espermático e investigações para identificar infecções crônicas são fundamentais para revelar causas ocultas. Segundo Tosyn Lopes, essa abordagem ampliada permite direcionar melhor os tratamentos e evitar tentativas frustradas.
Em alguns casos, pequenas mudanças no estilo de vida e o tratamento de doenças associadas já são suficientes para restaurar a fertilidade. Em outros, é necessário recorrer a intervenções médicas mais avançadas. A identificação precisa do fator causal é, portanto, o primeiro passo para um planejamento eficaz.
Avanços nos tratamentos disponíveis
Conforme analisa Oluwatosin Tolulope Ajidahun, os avanços da medicina reprodutiva têm ampliado consideravelmente as possibilidades de tratamento da infertilidade secundária masculina. Quando o problema está relacionado à baixa qualidade dos espermatozoides, técnicas como a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) aumentam as chances de fecundação.
Em situações de alterações hormonais, terapias de reposição e medicamentos específicos podem auxiliar na regulação da produção espermática. Para casos mais complexos, a fertilização in vitro associada a exames genéticos oferece alternativas promissoras, reduzindo riscos e otimizando resultados. A integração de diferentes recursos permite que cada tratamento seja adaptado à realidade individual do paciente.
Infertilidade secundária masculina: superar desafios com diagnóstico e inovação
Tosyn Lopes enfatiza que a infertilidade secundária masculina não deve ser vista como um obstáculo definitivo. O conhecimento crescente sobre causas menos evidentes, aliado ao desenvolvimento de técnicas modernas, torna possível transformar um problema silencioso em uma oportunidade de reavaliar a saúde reprodutiva.
Em resumo, buscar avaliação médica especializada, adotar hábitos de vida saudáveis e considerar as opções oferecidas pela medicina reprodutiva são passos fundamentais para superar as barreiras impostas por esse diagnóstico. Assim, casais podem manter viva a esperança de ampliar a família e concretizar o desejo de uma nova gestação com mais segurança e confiança.
Autor: Aleksandr Ivanov
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