O empresário Tiago Oliva Schietti relata que muita gente pensa que só falta sorte para ser contemplado no consórcio, sem perceber que pequenos deslizes do próprio consorciado podem atrasar esse momento sem qualquer relação com sorteio ou lance. Esses erros passam despercebidos justamente por parecerem inofensivos no dia a dia.
Alguns desses deslizes, no fim das contas, são muito fáceis de corrigir, desde que o consorciado saiba exatamente onde prestar atenção ao longo da participação no grupo e esteja a par do decorrer do processo.
Deixar o cadastro desatualizado com a administradora
Mudar de endereço, trocar de número de telefone ou de conta bancária sem avisar a administradora pode atrasar comunicados importantes sobre a contemplação, incluindo prazos para apresentar documentação depois de ser sorteado ou vencer um lance.
De acordo com Tiago Oliva Schietti, esse tipo de atraso na comunicação, por mais simples que pareça, pode custar semanas valiosas justamente no momento em que o consorciado mais precisa agir rápido para não perder o prazo de uso da carta de crédito recém-liberada.
Manter o cadastro atualizado também facilita a comunicação em casos menos comuns, como convocações extraordinárias de assembleia ou avisos sobre mudanças no regulamento do grupo, que costumam ser enviados por e-mail, correspondência ou mensagem de texto, conforme os dados registrados junto à administradora. Um simples número de telefone antigo pode significar perder um aviso importante justamente na semana em que ele fazia diferença.
Nunca acompanhar as assembleias do próprio grupo
Muitos consorciados tratam as assembleias como um evento distante, que só interessa a quem realmente vai ser contemplado naquele mês específico. Isso os deixa desatualizados sobre mudanças no histórico de lances, no número de participantes ativos e em eventuais ajustes nas regras do grupo.

Tiago Oliva Schietti sinaliza que acompanhar essas atas, mesmo que só por curiosidade nos meses em que não há intenção de dar lance, ajuda o consorciado a se preparar melhor para o momento em que decidir participar ativamente da disputa por contemplação.
Esse acompanhamento também revela padrões úteis, como meses em que a disputa costuma ficar mais concorrida, por exemplo, próximo a datas comemorativas ou períodos de maior movimento no setor do bem contratado, informação que ajuda a escolher o momento mais estratégico para ofertar um lance.
Atrasar parcelas pontualmente sem perceber o impacto
Um atraso ocasional pode parecer inofensivo, mas administradoras costumam ter regras específicas sobre inadimplência que afetam a elegibilidade do consorciado para participar de sorteios e lances naquele período. Quem está com alguma parcela em atraso pode simplesmente ficar fora da disputa daquele mês, mesmo sem perceber isso.
Além disso, atrasos recorrentes, mesmo que pequenos, costumam gerar multas e juros que se acumulam ao longo do contrato, aumentando o custo total do consórcio sem que o consorciado perceba o impacto real dessa soma até revisar o histórico completo de pagamentos. Tiago Oliva Schietti costuma reforçar esse ponto justamente porque poucos consorciados associam um atraso pontual à perda de uma chance de contemplação naquele ciclo específico.
Corrigir esses hábitos custa pouco e evita atraso desnecessário
Nenhum desses erros exige mudanças drásticas na rotina financeira, apenas atenção a detalhes que costumam passar batido no dia a dia de quem já está acostumado a simplesmente pagar a parcela todo mês sem questionar mais nada.
Nesse contexto, Tiago Oliva Schietti pontua que revisar periodicamente o próprio cadastro, acompanhar as atas de assembleia e manter as parcelas em dia continua sendo o combo mais simples e mais eficaz para não perder tempo com atrasos que não têm nada a ver com sorte ou azar na disputa por contemplação. Reservar alguns minutos por mês para essa checagem custa muito menos do que lidar com as consequências de um descuido que passou despercebido por meses seguidos.
